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Erotismo

Feliz 13 de Abril – dia internacional do Beijo

O dia internacional do beijo

Não era bem um beijo: ele tentava me engolir inteira, como quem já queria estar dentro. Bem dentro, e fundo.
Era um misto de calor e batalha: quanto mais as mãos pesadas me apertavam a carne, mais eu pulsava. Pul-sa-va.
Meu queixo contra o peito, enquanto eu lambia a pele exposta pela gola aberta da camisa, e ele puxando meu cabelo, pra eu virar o rosto pra cima. Era a boca que ele queria, e teve. Cravou os dentes, enfiou a lingua. E eu tonta de desejo. Num movimento curto, me pôs de joelhos, baixou o ziper…e a boca aberta, enquanto ele vinha. E ia. E voltava. Quanto mais violento, mais eu gostava.

**

Esse pensamento secreto, que eu alimentava escondido. Como ele beija? Será que suspira? O cheiro do suor dele, em mim, como fica? Quantas vezes antes eu flertei com a ideia. Não posso. É errado. E reprimi. Mas naquela noite o diabo me soprou o ouvido na cozinha, enquanto a água fervia. Pra todas as direções que o eu olhava, as mesmas imagens mentais: eu e tu contra a porta, sobre a mesa, aos trancos, escorados na geladeira, tirando a roupa a caminho do teu quarto. E lá a gente caía enroscado na cama, de cabelos molhados. A droga da curiosidade me deu mil ideias (e dúvidas): geme alto, ou geme baixo? Que gosto tem a virilha? Gosta de beijos no pescoço, se arrepiaria com meus dentes na nuca, sustentaria os meus olhos quando eu cravasse as unhas na carne quente? Me faria chorar de vontade? O quanto ele aguenta? Será que eu aguento? É carinhoso ou violento? Me quer o mesmo tanto, ou eu tenho que provocar? Na despedida, pôs a mão no meu braço, como uma desculpa esfarrapada para encostar. Foi quando o diabo me disse que eu tinha perdido a aposta e podia resistir, mas ia ser. Cedo, ou tarde.

***
Te olho e te quero e te puxo pro corpo. Te ouço expirar e te beijo o rosto. Te sugo e derreto e me perco no gosto e preciso mais beijos, afagos, sorrisos e pronto.

***

Nem claro, nem escuro; o suficiente para eu te ver. Paro bem na frente, espero o braço me envolver a cintura. Esse tranco que me cola no teu peito. Teu beijo úmido. Já era. Estou no cio.

Te empurro contra a cama. Tu cai de costas. Abro a calça e te abocanho: todo, com fome, te mordo as coxas, o ventre, e te escalo até largar meus quadris sobre os teus. Te escorrego para dentro, e quando olho pra ti, já está lá. Eu começo o movimento. É já. Nem dois minutos passam e eu quero gritar.

Prendo a boca contra a tua. Essa mão na minha bunda. Me dá mais. E tu paras do nada, apontas pra cabeceira e me mandas ficar de quatro. “Agora implora”.

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