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Música

Psicodisco, use sem moderação!

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Vamos falar de cena independente, desses artistas que lutam e relutam contra as grandes empresas musicais e, como locutor ousado, vos escreverei que ser independente é um ato de  resistência:  fazer arte é fazer de verdade, é o encontro com o absoluto, é política, é amor, é harmonia, luta – é música!

Clangendum vem do latim e é som. Som que é o biscoito fino da música popular brasileira, que resgata raízes desde a África e apela conscientemente a realidade do Brasil, com suas letras de alto cunho social, que se revelam crônicas do cotidiano, percepções do morro e do asfalto, música de rua, por que não? 

A necessidade de se ter um álbum em estúdio, fez com que a banda caminhasse até a Toca do Bandido, estúdio respeitado que já recebeu bandas como O Rappa e artistas como Lenine e Milton Nascimento.  O registro promete virar um DVD.

Poética social também se faz presente na capa no disco, alto verso da realidade da banda e da personalidade do som, e se questiona, no campo da sociologia de Herbet de Souza, o irmão de Henfil, a mudança lenta mas real que ocorre entre os personagens  principais  de todo ensaio, o Branco,  e o coadjuvante social, o negro , que em suma “ é  avesso do avesso do avesso “ .

Da pra ver de Novos Baianos, Bituca, Chuck Berry e Michael Jackson, o “Psicodisco” da Clangendum é uma farofa, coisa bem brasileira e altamente exportável, um samba  – na poesia da palavra – de rap,  gaita, guitarra, bateria, samplers e efeitos, groove do bom.

Formada por   Breno Gouvêa (voz/guitarra), Caio Daher (percussão/gaita), Erlim Bittencourt (baixo), Pedro Donzeles (bateria), Philippe Ramiro (guitarra), a banda quer mesmo é fazer som, e mescla sua vertente autoral com clássicos do cancioneiro nacional. 

Presente em todas as plataformas digitais, vale também ressaltar o brilhante clipe, já no YouTube, dirigido pelo cineasta Lucas Ghetti, do single Lucina .

Psicodisco, use sem moderação.

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